Escola Secundária
Domingos Rebelo – ano lectivo 2007/08
Programa de
Literaturas de Língua Portuguesa
– 12.º Ano
Curso
Científico-Humanístico de Línguas e Literaturas
José Carreiro
Literaturas, Autores, Textos
LITERATURA
BRASILEIRA
– Manifestações
literárias no período colonial:
·
As
primeiras visões
do Brasil: textos
histórico-literários dos viajantes,
colonos
e missionários.
–
O
Romantismo
e a busca
de nacionalização da
literatura:
A exaltação
do índio e da
paisagem
brasileira;
O individualismo
e a introdução
do quotidiano;
A poesia
social e
abolicionista.
– Maturidade e
originalidade da literatura novecentista brasileira:
·
A
revolução modernista: pluralidade de experiências poéticas.
Carlos Drummond de Andrade: poeta do finito e da matéria.
Vinícius de Moraes: o cantor do amor maior.
·
O romance
brasileiro depois de 1930:
Jorge Amado – retrato da diversidade económica e
cultural; a sátira dos costumes provincianos.
Guimarães Rosa – o descobridor do sertão universal; o inovador da
ficção.
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Bibliografia Activa |
Tópicos, Temas, Palavras-Chave |
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Carlos Drummond de Andrade, Antologia Poética, Lisboa, Dom
Quixote, 2001 |
Criação; eu poético marginal, desintegrado; evasão,
inconformismo e angústia existencial; tempo-prisão e vida-morte;
figura do amor-salvação/Pátria-Brasil |
|
Vinícius de Morais, Antologia Poética, Lisboa, Dom
Quixote, 2001 |
Consciência: homem-templo/criação mão-pão-tijolo e obra;
silêncio e submissão; palavra/poder e acção; Deus-piedade;
Pátria-exílio; Mulher-garça e aurora |
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Jorge Amado,
Os Velhos Marinheiros, Mem-Martins,
Europa-América, 1989
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Heroísmo e anticonvenção; alcunha-marca-miséria;
álcool-alegria-libertação; companheirismo popular; humor;
exaltação da liberdade: o sonho e a fantasia |
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João Guimarães Rosa, “O Burrinho Pedrês” in Sagarana, Rio
de Janeiro, Nova Fronteira/Dinalivro, 1984 |
Universo sertanejo/universo da escrita; ruralismo e acção:
fazendeiro/vaqueiro, gado/arraial; fantástico, crenças;
recriação da linguagem/código nordestino |
LITERATURAS
AFRICANAS E
TIMORENSE
–
A literatura oral (oratura):
características e funcionalidade culturais.
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Bibliografia Activa |
Tópicos, Temas, Palavras-Chave |
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Lit. Oral, Tadeu, Viriato Augusto, Contos do Caramô, Lendas e
Fábulas Mandingas da Guiné, Lisboa, A.G.C., 1945
|
Situação inicial eufórica/o facto estranho da gazela/a decisão,
a errância, o contrato, a palavra-acção de herói fundador/a
palavra profética do pai. Tempo de paz/guerra, vitória e morte;
muçulmanos/cristãos |
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Lit. Oral/Anón. Contos tradicionais santomenses, S. Tomé,
Dir. Nac. da Cultura de S. Tomé/Caminho, 1984 |
Força do gigante/perspicácia; mulher/marido/ciúme e inveja;
lealdade e falsidade de amigos; espaços de alegria e respeito;
simbolismos; o
galo-liberdade, a tartaruga-esperteza,
homem-traição/cão-fidelidade |
|
Lit. Oral/ Anón.,"O crocodilo que se fez Timor" e "Hahuk" in
Artur Marcos, Timor Timorense, Lisboa, Colibri, 1995 |
Conto e mito fundador; o espaço-pântano, agentes e figurantes: o
crocodilo ancestral, a criança-pureza, a solidariedade, sonho e
promessa, aventura da vida |
–
A
literatura colonial: fronteiras e diferenças em relação às literaturas
africanas.
–
Literaturas africanas escritas em língua portuguesa:
·
O
papel da imprensa e do ensino para o seu surgimento;
· Literaturas
africanas de língua portuguesa – um
fenómeno do urbanismo
·
Precursores das literaturas africanas;
·
Movimentos político-culturais do princípio do século XX e sua
importância para o desenvolvimento destas literaturas (nacionalismos e
identidade);
·
Convergências temáticas e modernidade na poesia;
·
Inovação de processos narrativos e tendências actuais da ficção africana
de língua portuguesa.
LITERATURAS
AFRICANAS DE IMPLANTAÇÃO CONTINENTAL:
LITERATURA
ANGOLANA
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Bibliografia Activa |
Tópicos, Temas, Palavras-Chave |
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Alda Lara, Poemas, Porto, Vertente, 1984 |
Tempo ansioso, lugares de afecto, enfeitiçamento e amor pátrio,
solidariedade, fraternidade, esperança, generosidade,
evangelismo, inconformismo, destino de mulher, revolta e
idealidade, desejo, terra-África |
|
Luandino Vieira, "Vavó
Xíxi e seu neto Zeca Santos", in Luuanda, Lisboa, Edições 70, s.d. |
O musseque/a mistura cultural; personagens e tipos humanos; o
conflito banal e a lição fabular: "o seu a seu dono/pede e
receberás"; a repressão colonial |
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Pepetela,
A Montanha da Água Lilás, Lisboa, Dom Quixote,
2000 |
Discurso/figura/conotação: alegoria; povo africano, Angola;
tradições orais/actualidade escrita: o papel social/cultural do
poeta, esperanças e desencantos |
LITERATURA
MOÇAMBICANA
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Bibliografia Activa |
Tópicos, Temas, Palavras-Chave |
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José Craveirinha,
Obra Poética, Lisboa, Caminho, 1999 |
Colonialismo/nacionalismo/cultura indígena; ritmo e expressão
criativa/linguagem da veemência; amor sensual; esperança, canto
do negro/denúncia política |
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Eduardo White, Janela para Oriente, Lisboa, Caminho, 1999
|
Fronteira entre prosa poética/poesia em prosa; ritmo e
movimento/recorrência/mutação/transposição; lógica e analogias
da escrita/fala, de palavras/ideias |
|
Mia Couto,
Mar me Quer, Lisboa, Caminho, 2000 |
Recriação/transfiguração/conotação do real; verdade
sobrenatural, empatia-afecto; seres populares/casos humanos;
crónica da vida, guerra, caos, amor, ordem |
LITERATURA
GUINEENSE
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Bibliografia Activa |
Tópicos, Temas, Palavras-Chave |
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Hélder Proença, Não posso adiar a palavra, Lisboa, Sá da
Costa, 1982 |
Poesia-pátria-flor, chuva-esperança, mulher sensual, voz e
canto/colectivo e luta, exortação-incitamento, horizonte-
vitória, solidariedade, amor, vida, pátria |
LITERATURAS
INSULARES AFRICANAS E TIMORENSE
LITERATURA
CABOVERDIANA
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Bibliografia Activa |
Tópicos, Temas, Palavras-Chave |
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Jorge Barbosa, Obra Poética, Lisboa, Imprensa Nacional -
Casa da Moeda, 2002 |
Espaços reais/humanos: arquipélago, ambiente, ilha e eu-ilhéu/paisagem/seres/vida;
eu-aqui-insular/tu-algures-mundo-evasão; ética, poética da
consciência |
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Baltasar Lopes, Chiquinho, Linda-a-Velha, Editora África,
1984
|
Ethos (modo de ser) crioulo; imaginário terra/mar
insular/oceano; percursos iniciáticos entre o sensual, o
intelectual e o viril; referencialidade e simbolismos humanos
|
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Germano Almeida,
O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva
Araújo, Lisboa, Caminho, 1991 |
Figuração da cidade; vida mindelense; socialização do
ser/parecer; ficção realista; escrita humorística; a narrativa
de uma vida/crónica de um tempo havido |
LITERATURA
SANTOMENSE
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Bibliografia Activa |
Tópicos, Temas, Palavras-Chave |
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Francisco José Tenreiro, Obra Poética, Lisboa,
Imprensa Nacional - Casa da Moeda |
Mestiço, identidade/diferença: ambivalência crioula eu-branco/eu-negro;
humor e ironia complacente; consciência ideológica, luta,
orgulho de Mãe-África |
LITERATURA
TIMORENSE
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Bibliografia Activa |
Tópicos, Temas, Palavras-Chave |
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Xanana Gusmão, Mar Meu, Porto, Granito, 2000
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Guerra e perda/recuperação; pátria e destino, ânsia e tempo de
espera; contradição: ansiedade e crença, mar-céu-liberdade,
futuro e redenção, razão, justiça |
Bibliografia Passiva
1. Textos
Biblos: Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa,
5 vols., Lisboa, Verbo, 1995-2005
Dicionário de
autores de literaturas africanas de língua portuguesa,
Aldónio Gomes, Lisboa, Caminho, 1997
Dicionário de
Literatura,
5 Vols., Dir. Jacinto do Prado Coelho, Porto, Figueirinhas, 1978
Dicionário
Houaiss da Língua Portuguesa
(versão europeia), Círculo de Leitores, 2002-2003/Temas &
Debates, 2003
História
Concisa da Literatura Brasileira,
Alfredo Bosi, São Paulo, Editora Cultrix, 1995 (distribuidora: Dinalivro)
História da
Literatura Brasileira,
3 Vols., Dir. Sílvio Castro, Lisboa, Alfa, 1999.
Literaturas
Africanas de Expressão Portuguesa
(vol. nº 64), Pires Laranjeira, Universidade Aberta, 1995
Pequeno
Dicionário de Literatura Brasileira,
Dir. José Paulo Paes & Massaud Moisés, São Paulo, Cultrix, s/d
2. Sítios da
Internet
|
Endereços |
Descrição |
|
http://educaterra.terra.com.br/literatura/index.htm |
Estudos de
Literatura Brasileira |
|
http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm |
Dicionário
Houaiss da Língua Portuguesa
(versão
brasileira) |
|
http://lusofonia.com.sapo.pt |
Lusofonia – Plataforma de apoio ao estudo da língua portuguesa
no mundo |
|
http://www.dgidc.min-edu.pt/programs/prog_hom/literat_lingua_portug_12_homol.pdf |
Programa de
Literaturas de Língua Portuguesa 12º Ano (homologado em
8/7/2002) |
|
http://www.fflch.usp.br/dlcv/posgraduacao/ecl/ |
Revista Via Atlântica
-
Área de Estudos
Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa |
|
http://www.geocities.com/ail_br/ail.html
|
Associação Internacional de Lusitanistas |
Modos de leitura
–
a
INTERPRETAÇÃO que guarda ainda a fidelidade à palavra do texto, com a
finalidade de o explicar por mediação metalinguística;
– o COMENTÁRIO
que é já um exercício mais autónomo. Em oposição entos de compreensão e
interpretação, ambas fiéis reprodutoras da palavra textual, o comentário
solicita uma reacção pessoal, em forma de opiniões, apreciações,
generalizações e ideias do leitor destinatário sobre o texto;
–
a
DISSERTAÇÃO entendida como forma de conhecimento participativo, como
expressão livre de reflexão pessoal. Não ficando presa ao conteúdo
literário, ela permite a abertura ao exercício da pura subjectividade do
aluno-leitor que, assim, pode tomar o conteúdo do texto por pretexto
para um jogo de ilações generalizantes;
–
a ANÁLISE
que exprime a atitude metodológica oposta à dissertação dirige-se ao
próprio corpo do texto para descrever a sua "anatomia", a sua
organização como sistema em equilíbrio (ou não). Se se admitir a
legitimidade da metáfora anatómica, pode-se dizer que a análise encara o
texto pelo ângulo da sua gramática e das áreas complementares,
convocando para as teorias e apetrechos metodológicos que melhor
respeitem a realidade e a "vontade" do texto (o desrespeito pela vontade
do texto leva à dissertação, não à análise). Ressaltam desta posição do
problema algumas exigências fundamentais, como sejam, 1)- o
princípio do método; 2)- o domínio conceptual e nocional adequado
à especificidade do texto; 3)- a orientação e o nível de
intervenção da análise tendo em atenção as linhas de força e de
significação do texto; 4)- a circularidade do movimento, da
análise que caminha do todo para as partes e, inversamente, para a
síntese global (que tanto pode terminar por uma leitura
unificadora, como pode deixar simplesmente aberto o campo dos sentidos
se for essa a lógica do método ou da proposta do texto).
Pressupostos Básicos
Uma disciplina
em final de percurso escolar pode partir da convicção de que os alunos
já se encontram de posse de quesitos fundamentais, tais como:
– aptidão
para caracterizar e distinguir os grandes paradigmas textuais,
não-literários e literários e, em cada um, as diferentes tipologias e
géneros;
– domínio de
noções sobre o estatuto de verdade das linguagens, verdade entendida ora
no sentido de verídico, ora no de verosímil;
–
adestramento e informações culturais e literárias que permitam a entrada
no jogo do texto, em obediência aos seus protocolos e às atitudes
canónicas da leitura;
– agilidade
no uso de elementos operatórios (conceitos, noções, categorias, termos)
para falar dos textos com uma linguagem eficiente e apropriada.
Avaliação
- exercícios
presenciais (realizados na sala de aula);
-
resumos de
textos informativos;
-
exposições
orais programadas;
-
relatórios de
leitura;
-
fichas de
pesquisa e investigação;
-
grelhas de
observação.
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