Novo Acordo Ortográfico

 

                                                                             4 O texto do Novo Acordo Ortográfico
                                                                                 (leia também em pdf)

                                                                             4 Breve notícia histórica

                                                                             4 Atualidade e pertinência do Novo Acordo

                                                                             4 Caraterísticas gerais do
Novo Acordo


                                                                             4 A polémica

 

 

 

 


 

 

O Alfabeto

Passa a ser constituído por 26 letras, pois inclui o k K, o w W e o y Y, que se usam fundamentalmente:

nos antropónimos (nomes próprios de pessoas) e nos topónimos (nomes próprios de lugares) de origem estrangeira e seus derivados: Kant, Wagner, taylorista, kuwaitiano

nas siglas, símbolos e unidades de medida internacionais: WWW (World Wide Web), Kg (quilograma), W (Watt)

nas palavras de origem estrangeira de uso corrente, como, por exemplo, nomes de desportos: karaté, windsurf, yoga

 


Uso de maiúsculas e minúsculas

Passam a escrever-se com minúscula os nomes dos meses e das estações do ano, dos pontos cardeais e colaterais.

Mas
: mantém-se a maiúscula nas abreviaturas e quando estas designações se referem a regiões (N, S, E, O, NE...): Gosto das paisagens do Norte do país.

Escrevem-se com maiúscula ou minúscula:

títulos de livros, exceto o primeiro elemento e os nomes próprios que se escrevem com maiúscula inicial: A Cidade e as Serras ou A cidade e as serras

formas de tratamento: Senhor Doutor ou senhor doutor

 nomes de ruas, lugares públicos, monumentos, templos: Praça da Liberdade ou praça da Liberdade; Museu Soares dos Reis ou museu Soares dos Reis

nomes de disciplinas, cursos ou domínios do saber: Matemática ou matemática; Engenharia Mecânica ou engenharia mecânica

 

 
Acentos gráficos

Perdem o acento gráfico as seguintes palavras graves:

formas verbais terminadas em eem: creem, deem, leem, releem, veem...

com ditongo oi: asteroide, heroico, joia, jiboia...

as homógrafas de palavras com vogal tónica aberta ou fechada: para (verbo parar) que fica igual a para (preposição); pelo (verbo pelar) e pelo (nome) que ficam iguais a pelo (contração de por + o)

Mas: mantém-se o acento circunflexo em pôde (que se distingue de pode) e em pôr (que se distinguir da preposição por).
 

Pode ou não assinalar-se com acento gráfico:

a 1.a pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos da primeira conjugação: paramos ou parámos

a 1.a pessoa do plural do presente do conjuntivo do verbo dar: dêmos ou demos.

 


Sequências consonânticas

Nas sequências consonânticas cc, cç, ct, pc, pç, pt:

conservam-se as consoantes nos casos em que ambas se pronunciam: ficção, facto, opcional...

suprime-se a primeira consoante quando não se pronuncia: selecionar, ação, atriz...

aceita-se a dupla grafia nos casos em que, na norma culta do português padrão, ora se articula ora se omite a pronúncia da consoante: perfeccionismo ou perfecionismo, característica ou caraterística, interruptor ou interrutor...

 

 
Uso do hífen

Suprime-se o hífen:

nas formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de, há de, hão de

nas palavras formadas com prefixos terminados em vogal e com o segundo elemento começado por r ou s (passando a grafar-se rr e ss, respetivamente): antirrugas, semirreta, minissaia, suprassumo...

nas palavras formadas com prefixos terminados em vogal e com o segundo elemento começado por vogal diferente: autoavaliação, autoestrada, agroalimentar...

nas palavras compostas em que se perdeu a noção de composição: paraquedas...

nas locuções de uso geral: fim de semana, casa de banho...
 

Utiliza-se o hífen:

em palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas: couve-flor, feijão-verde, ervilha-de-cheiro, formiga-branca, pica-pau...

em compostos morfossintáticos que não contêm formas de ligação e cujos constituintes mantêm acento próprio: guarda-sol, médico-cirurgião, arco-íris, decreto-lei...

em palavras derivadas ou em compostos morfológicos em que o segundo elemento começa por h: anti-herói, pré-história, co-herdeiro, sub-hepático, pan-helénico...

em palavras formadas com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, h, m ou n: circum-escolar, pan-islamismo...

em palavras formadas com prefixos terminados em vogal e com o segundo elemento iniciado pela mesma vogal: anti-imperialista, micro-ondas, auto-observação...

em palavras formadas com prefixos terminados em consoante e com o segundo elemento iniciado pela mesma consoante: super-resistente, hiper-realismo, inter-relação...

Mas
: quando o segundo elemento começa por uma consoante diferente ou por uma vogal, não se usa hífen: supermercado, hipersensível, superirritante...

em palavras formadas com os prefixos pós-, pré- e pró-: pós-doutoramento, pré-escolar, pró-ativo...

PORTUGUÊS PARA TODOS

O Programa Português para Todos disponibiliza à população imigrante, sem custos para os participantes, cursos de formação de português certificados, que permitirão o acesso à nacionalidade, à autorização de residência permanente e/ou ao estatuto de residente de longa duração (nível A2) e, ainda, cursos de português técnico para os sectores do comércio, hotelaria, cuidados de beleza, construção civil e engenharia civil, que potenciarão um melhor acesso e  integração no mercado de trabalho.

 

 

 

A Casa da Leitura, nos seus distintos níveis de leitura, oferece a recensão de mais de 1000 títulos de literatura para a infância e juventude e desenvolve temas, biografias e bibliografias. Tudo dirigido a pais, educadores, professores, bibliotecários...

 

 

 

 

 


 LITERATURAS E ORATURAS
 


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Veja ainda o resumo dos capítulos e estudos sobre MEMORIAL DO CONVENTO:
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Obras de Raul Brandão:

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  José Carreiro 
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4Literatura Macaense

 
LITERATURA POPULAR
 


 ENSINO/APRENDIZAGEM
 


LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA
                         12º ANO

 4Programa homologado
 4Programa anual

NOVO PROGRAMA DE PORTUGUÊS DO ENSINO BÁSICO

4Programa homologado
4Material de apoio para professores de Português

PORTUGUÊS DO ENSINO SECUNDÁRIO
 
4Programa homologado
4GAVE
4Exames e Acesso
4Materiais de apoio, 12º
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 LÍNGUA PORTUGUESA
 
 
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- Semântica

Análise
do discurso, Retórica, Pragmática e Linguística textual  
Lexicografia

Representação
gráfica

 







 

  DICIONÁRIO TERMINOLÓGICO - PRINCIPAIS ALTERAÇÕES


 

 

Da Nomenclatura Gramatical Portuguesa ao Dicionário Terminológico

A Nomenclatura Gramatical Portuguesa (NGP) foi publicada em 1967 e revogada em 2004 com a publicação da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS).

Ambas surgem como uma lista de termos a utilizar em contextos de ensino, de acordo com as orientações curriculares. Antes, como agora, uma lista de termos não é, por si só, ensinável, cabendo aos programas a definição clara dos conteúdos a trabalhar e/ou das competências a desenvolver.

As conclusões da experiência pedagógica da TLEBS e os pareceres de especialistas motivaram a sua suspensão e consequente revisão, que se veio a concretizar no Dicionário Terminológico (DT), disponível em http://dt.dgidc.min-edu.pt/, instrumento a usar por professores dos ensinos básico e secundário, «com uma função reguladora de termos e conceitos sobre funcionamento da língua de forma a acabar com a deriva terminológica» (RELATÓRIO ‑ Terminologia linguística: revisão e consulta pública, in http://www.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Paginas/RELATORIOTLEBS.aspx).

O Dicionário Terminológico, resultante da revisão da TLEBS, por um lado, eliminou termos redundantes, inadequados ou pouco relevantes; por outro lado, acrescentou termos nos domínios da análise do discurso e da retórica.

    

Tipologia das alterações

Podemos verificar quatro tipologias de alterações:

Os termos mudam e/ou estabilizam-se, mas os conceitos mantêm-se: por exemplo, nome e substantivo são sinónimos, mas o Dicionário Terminológico fixa o termo nome;

os termos mantêm-se, mas o conceito muda: por exemplo, o predicativo do sujeito continua a chamar-se predicativo do sujeito, mas a sua definição inclui constituintes que a tradição gramatical considerava complementos circunstanciais, como na frase: A Maria está em Lisboa;

o Dicionário Terminológico apresenta novos termos que não faziam parte dos programas, nem da tradição gramatical, sobretudo nas áreas da semântica, da semântica lexical e da análise do discurso, retórica, pragmática e linguística lexical;

mudam os termos e os conceitos: por exemplo, o numeral ordinal dá lugar ao adjetivo numeral, por se considerar que possui características dessa classe de palavras.

   

Ana Santiago e Sofia Paixão (in P7, Lisboa, Texto Editores, 2011) apresentam e exemplificam as principais diferenças entre a tradição gramatical e o Dicionário Terminológico. São abordadas algumas áreas que sofreram alterações e apresentados novos termos e conceitos linguísticos que não faziam parte da tradição gramatical.  >> DICIONÁRIO TERMINOLÓGICO – PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

 

 
português correto